Um plano de 12 meses para sair das dívidas em 2027 tem quatro fases: arrumar a lista em janeiro, trocar a dívida mais cara por uma mais barata no primeiro trimestre, pagar em ordem ao longo do ano e começar uma reserva antes de dezembro. Não é um prazo garantido para todo mundo. É uma forma de dar rumo ao ano.
O que fazer em janeiro?
Janeiro é o mês de pagar as contas do começo do ano e fazer o raio-x das dívidas. Liste cada uma com saldo, parcela e taxa. Consulte o Registrato do Banco Central, que mostra de graça as suas dívidas com bancos e financeiras, segundo o gov.br (dado de out/2026).
Anote também o que entra e o que sai por mês. Sem esse número, nenhum plano fecha. Se precisar de um roteiro rápido, veja como organizar as contas do mês.
O que fazer de fevereiro a março?
Atacar o custo. Se você tem rotativo do cartão ou cheque especial, procure trocar por uma dívida com juro menor. Em agosto de 2026, o rotativo teve média de 444,89% ao ano e o crédito pessoal não consignado, 110,22% ao ano, segundo o Banco Central (cartão, crédito pessoal; dado de out/2026). A troca não apaga a dívida, mas reduz o quanto ela cresce.
A Lei 14.690 garante a portabilidade do saldo do cartão para outra instituição, sem custo do banco de origem (dado de out/2026). Peça propostas e compare pelo Custo Efetivo Total.
O que fazer de abril a setembro?
Pagar em ordem. Concentre o dinheiro extra na dívida mais cara e pague o mínimo nas outras. Quando uma acabar, a parcela dela vai para a próxima. A lógica completa está em a ordem certa para pagar dívidas.
Uma vez por mês, revise. Quanto caiu o saldo? Apareceu dívida nova? Esse momento de olhar é o que mantém o plano vivo.
Se você tem dívida antiga e atrasada de banco, acompanhe o Desenrola 3.0. Em outubro de 2026, o programa estava em vigor, mas ainda sem canal de adesão para o consumidor, segundo a Medida Provisória 1.393 e a Agência Senado (dado de out/2026).
O que fazer de outubro a dezembro?
Preparar 2028. Se a dívida cara já acabou, comece uma reserva pequena. O 13º entra nessa fase. Pela Lei 4.749, a segunda parcela deve ser paga até 20 de dezembro (dado de out/2026). Decida o destino antes de o dinheiro cair, incluindo as contas de janeiro de 2028.
Como fica num exemplo?
Exemplo com números redondos. Em janeiro, você descobre R$ 4.000 em dívidas: R$ 1.500 no cartão e R$ 2.500 num empréstimo. Por mês, consegue separar R$ 350.
Em fevereiro, você troca o saldo do cartão por um parcelamento com juro menor. De março a julho, os R$ 350 vão para o cartão até ele zerar. Depois, vão para adiantar o empréstimo. Em dezembro, parte do 13º termina o que faltou e outra parte abre a reserva.
Juros, atrasos e imprevistos mudam essa conta. O exemplo mostra a ordem, não promete o resultado.
E se o ano sair do roteiro?
Vai sair, em algum mês. Um conserto, um remédio, uma conta maior. O plano não acaba aí. Pague o essencial, ajuste o mês seguinte e continue. Um plano que aceita um mês ruim dura mais que um plano perfeito.
Este conteúdo não é recomendação financeira.
Perguntas frequentes
Dá para sair das dívidas em 12 meses?
Depende do tamanho da dívida e de quanto você consegue separar por mês. Um plano de 12 meses dá rumo, mas não garante prazo. O importante é a dívida cair todo mês.
Por onde começar o planejamento de 2027?
Pela lista de dívidas com saldo, parcela e taxa, e pela conta do que entra e sai por mês. O Registrato do Banco Central mostra de graça as dívidas com bancos.
Vale trocar uma dívida por outra?
Vale quando a nova tem Custo Efetivo Total menor e você não volta a usar a antiga. Trocar o rotativo do cartão por um parcelamento mais barato é o caso mais comum.
O Desenrola 3.0 entra no plano?
Pode entrar para quem tem dívida antiga e atrasada com banco. Em outubro de 2026, o programa estava em vigor, mas sem canal de adesão para o consumidor.
Comece o plano antes de janeiro
O Guia do Bolso 2027 organiza esse caminho em capítulos: raio-x do ano, contas de janeiro, dívidas e plano do 13º. Para acompanhar mês a mês, o App do Juca guarda suas metas e lembra você no domingo de olhar a semana.